Artigo
Prontidão operacional: como preparar equipes e fluxos de pagamentos para a alta temporada do varejo
Da gestão de incidentes isolados à criação dos planos de contingência, confira as estratégias essenciais para resolver problemas com agilidade e eficiência
Com a chegada da alta temporada do varejo, muitos lojistas intensificam investimentos em tecnologia para reforçar a segurança e garantir a estabilidade dos pagamentos durante os picos de venda registrados em datas como a Black Friday e o Natal.
A preparação dos sistemas se apresenta como um ponto crucial para garantir a velocidade das transações e a qualidade da experiência dos clientes em meio ao aumento exponencial na demanda — a última edição do Relatório do Varejo, da Adyen, aponta que 48% das pessoas desistem de compras devido a problemas de lentidão no checkout.
Para que a estratégia gere resultados consistentes, no entanto, é fundamental desenhar fluxos de prontidão operacional que permitam lidar com eventuais problemas e incidentes.
Conheça abaixo alguns dos pilares essenciais para elaborar esse planejamento.
Gestão de escalonamento
A assertividade no direcionamento dos problemas (como indisponibilidade e recusas indevidas) é o primeiro passo para evitar que incidentes isolados se transformem em casos de abandono de carrinho ou até mesmo em quadros de gestão de crise.
Nesse contexto, a velocidade de resolução está diretamente relacionada à criação de matrizes bem estruturadas de gestão de escalonamento.
A partir de duas abordagens principais (veja abaixo) o processo tem como base a definição dos critérios evidentes de encaminhamento de situações que não podem ser resolvidas por agentes de IAou por times iniciais de atendimento.
Escalonamento horizontal: transferência de chamados para outras áreas de especialização (exemplo: de atendentes gerais para especialistas em segurança).
Escalonamento vertical: transferência hierárquica para gestores com autonomia de tomada de decisão ou concessão de exceções (exemplo: de analistas para gerentes de operações).
O objetivo é fazer com que as situações cheguem rapidamente aos profissionais mais indicados para lidar com os casos reportados, otimizando o tempo de resposta e a resolutividade dos chamados. Para isso, é necessário que os fluxos estejam documentados, claros e acessíveis entre todas as equipes.
Integração de processos
Em um mercado cada vez mais orientado pela omnicanalidade, a gestão integrada de fluxos de vendas, finanças e atendimento é decisiva para impulsionar a capacidade de resposta dos gestores e dos times responsáveis por operações de pagamentos.
Da validação das transações às etapas de conciliação, uma estratégia baseada no Comércio Unificado tem se revelado como um fator determinante para automatizar tarefas burocráticas, escalar operações e ampliar a visibilidade sobre todas as pontas das jornadas dos clientes.
Ao reduzir a necessidade de controles manuais e buscas de informações em ambientes fragmentados, a centralização dos processos fortalece a visão sistêmica da operação, permitindo que varejistas mantenham o foco no ganho de agilidade, na resolutividade e no aumento das vendas.
Em um cenário no qual 60% dos consumidores desistem de adquirir produtos caso não consigam acessar o meio de pagamento desejado, a integração se mostra ainda mais relevante para facilitar a administração de múltiplas modalidades em meio à escalada das transações.
Planos de contingência
Por mais consistentes que sejam o planejamento tático e a operação técnica, o alto volume e a complexidade das operações de vendas de final de ano abrem margem para o surgimento de inúmeros imprevistos e gargalos em operações de pagamentos — apenas na Black Friday, a previsão é que 69,4 milhões de itens sejam vendidos em três dias.
Para não depender apenas das estratégias reativas, é fundamental criar planos de contingência que antecipem decisões relacionadas a momentos de crise e instabilidade, contemplando frentes de comunicação, gestão de equipes, infraestrutura e sistemas.
A elaboração dessa estratégia pode ser feita a partir dos seguintes pilares:
Sala de guerra (war room): criação de centro de comando dedicado e preparado para tomar decisões rápidas, incluindo equipes multidisciplinares com autonomia para agir em tempo real sobre incidentes e instabilidades de pagamentos.
Gatilhos de acionamento: estabelecimento de regras e ações atreladas ao monitoramento de indicadores-chave (exemplos: análises de velocidade de checkout e recusas em janelas de tempo específicas).
Definição de papéis: indicação dos especialistas e gestores responsáveis por análises e viradas de chaves de contingência durante situações críticas, incluindo pontos focais e interfaces de comunicação entre áreas de pagamentos, suporte e vendas.
Pagamentos escaláveis com a Adyen
Para acelerar resultados em períodos decisivos de vendas, a Adyen oferece uma plataforma de Unified Commerce conectada às tendências de mercado e às demandas de organizações dos mais diversos perfis e setores.
A partir de uma operação global, disponibilizamos um sistema que centraliza transações realizadas em sites, aplicativos e lojas físicas, oferecendo uma visão 360° sobre os diferentes pontos das jornadas de pagamento e das necessidades do cliente.
Com suporte especializado para múltiplas moedas e modalidades, a tecnologia reúne diferenciais como gestão integrada de riscos e fraudes e acesso a dados estratégicos em tempo real, facilitando a geração de insights acionáveis sem sobrecarregar equipes com processos fragmentados.
Para impulsionar o potencial da inteligência artificial nas transações, oferecemos soluções como o Adyen Uplift, tecnologia proprietária de IA que impulsiona índices de conversão com funcionalidades escaláveis de tokenização, autenticação, automação e rentabilidade.