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A evolução do agentic commerce: quando a IA deixa apenas de sugerir produtos e passa a finalizar as compras
Na transição dos modelos de recomendação para as soluções de conversão, modelos de checkout autônomo serão cada vez mais decisivos para o futuro do varejo

A transição para a era do comércio agêntico já começou. De acordo com uma pesquisa realizada pela NP Digital, 40,7% dos consumidores já compraram algo a partir de uma recomendação feita por uma plataforma de inteligência artificial.
O engajamento nas recomendações feitas por agentes digitais é reforçado pelo Relatório do Varejo 2026, da Adyen, que destaca que 46,6% das pessoas utilizam algum tipo de assistente virtual para pesquisar produtos e serviços .
Com a evolução dos grandes modelos de linguagem (LLM), uma nova quebra de paradigma fica cada vez mais evidente: em vez de apenas sugerir opções, os agentes passarão a orientar todas as etapas da experiência do consumidor, incluindo a finalização dos pagamentos.
Na opinião de Edlayne Burr, Managing Director e Payments Lead da Accenture para América Latina, trata-se de uma mudança estrutural que já está em curso e que deve ser acelerada pela incorporação de novas tecnologias e pelo aumento gradual da confiança em processos de automatização.
"A maioria das pessoas já confia mais em um agente de IA do que em seus melhores amigos para fazer uma recomendação de compra. A expectativa é que 30% das transações online sejam mediadas por esses assistentes até 2030, consolidando um fluxo de vendas de aproximadamente US$ 3 trilhões", afirmou Edlayne, durante a última edição da Casa Adyen.
Pagamentos autônomos: a próxima fronteira
Na esteira dessa evolução, a transição do modelo de recomendações para as plataformas de checkout agêntico se mostra como um dos elementos mais decisivos para atravessar a próxima fronteira do mercado de pagamentos.
Para Karan Katyal, Global Head of Agentic Commerce da Adyen, os principais impactos desse movimento incluem o achatamento dos funis de vendas. “O tráfego agêntico chega pronto para converter, eliminando etapas de indecisão que costumam derrubar as taxas de conversão no varejo tradicional”, explica.
Mais do que intensificar investimentos em GEO (Generative Engine Optimization) e AEO (Answer Engine Optimization), trata-se de um cenário que envolve a formação de novas estruturas de acesso a APIs, hospedagem, licenças e protocolos.
Nesse contexto, a adaptação para o futuro do varejo tem como ponto de partida a criação de novas estruturas de governança e qualificação de dados. Para tornar os itens atrativos e conversíveis para os agentes, os catálogos de produtos precisarão ser cada vez mais adaptados a novos trilhos de pagamento e leituras de algoritmos — e não apenas pelo apelo de marketing para clientes finais.
O contexto brasileiro
Diante desse panorama, o Brasil apresenta um desafio particular para a incorporação de novas estruturas de agentic commerce. O principal ponto de tensão está no crescente protagonismo do Pix nas jornadas de pagamento digitais — a modalidade já representa 40% das transações realizadas no ecommerce.
A maioria dos protocolos agênticos ainda é desenvolvida sobre trilhos de cartões de crédito, que possuem mecanismos nativos de disputa e chargebacks. A proposta de velocidade dos pagamentos instantâneos, por sua vez, ainda apresenta gargalos de contestação e revogabilidade.
Para mitigar os riscos de responsabilização sobre fraudes e erros cometidos por agentes, a consolidação de uma arquitetura agêntica no país está diretamente ligada à criação de novos mecanismos de custódia e proteção — e à definição de um padrão que contemple os contextos e hábitos do público local.
O futuro do comércio agêntico
Em meio a revolução dos pagamentos agênticos, a conexão orgânica entre assistentes digitais e plataformas financeiras é fundamental para garantir a fluidez da experiência do cliente.
Para apoiar negócios de diversos segmentos a embarcarem no futuro do varejo, a Adyen oferece uma plataforma completa para incorporar ferramentas de IA em jornadas de pagamentos.
As novas soluções para o setor incluem o Adyen Agentic, infraestrutura que funciona como um tradutor universal de pagamentos entre lojistas e assistentes de IA, com tecnologias que permitem que agentes autônomos consultem estoques, acionem APIs de checkout e concluam transações com segurança, sem expor as credenciais do consumidor.