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O fim dos boletos? Entenda por que o Pix virou o favorito
Prazos de compensação, índices de conversão de vendas e otimização de processos operacionais estão entre os fatores que impulsionam transição de formatos entre empresas e consumidores
Durante décadas, os boletos bancários foram considerados um dos meios de pagamento mais populares entre os brasileiros. A evolução de novas tecnologias, no entanto, vem reduzindo significativamente o uso da modalidade entre empresas e consumidores finais.
Em um mercado cada vez mais orientado pela agilidade de processos e pela eliminação de pontos de fricção nas jornadas dos clientes, os boletos perderam espaço para soluções com novas propostas de velocidade, eficiência e redução de custos.
Impulsionada por movimentos de open finance e pela digitalização de cadeias de negócio, a transformação do cenário nacional de pagamentos pode ser observada na ascensão do Pix entre as mais diversas camadas da população.
Segundo dados do Banco Central, o Pix concentrou aproximadamente 53% das liquidações realizadas no ano passado, atingindo 79,8 bilhões de operações processadas. No mesmo período, apenas 4% das transações foram efetuadas por boletos – modalidade que, ao longo dos últimos três anos, registrou uma queda de aproximadamente 3,5%.
A disponibilização de novas modalidades de Pix, como pagamentos automáticos e ferramentas de parcelamento, vem tornando a dominância ainda mais evidente.
Já os pagamentos via QR Code, disponíveis desde o lançamento do Pix, já foram usados por mais de 86% dos consumidores brasileiros, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Conheça a seguir alguns dos fatores que estão impulsionando a consolidação do Pix como meio de pagamento preferido dos brasileiros.
Prazos de compensação
Um dos principais problemas relacionados ao uso de boletos, os gargalos de compensação ficaram ainda mais evidentes com a agilidade oferecida por novas tecnologias de pagamento.
Diferentemente das transferências de valores praticamente instantâneas do Pix, as liquidações dos boletos podem levar até três dias úteis para serem processadas.
Dependendo do horário, um pagamento realizado na sexta-feira, por exemplo, pode ter o início do prazo contabilizado apenas na semana seguinte, abrindo lacunas financeiras para operações com margens estreitas de fluxo de caixa.
Conversão de vendas
A fluidez do checkout se tornou um fator decisivo para impulsionar os índices de conversão de vendas. De acordo com uma pesquisa da Adyen, 48% das pessoas desistem de compras devido a problemas de lentidão no checkout.
Nas transações realizadas por boletos, a experiência do cliente tende a ser fragmentada pela necessidade de abertura dos documentos, digitação de códigos, uso de aplicativos externos e cadastros bancários (em pagamentos recorrentes, por exemplo).
No caso do Pix, a fluidez das jornadas de pagamento é impulsionada pela intuitividade e pela velocidade da finalização de compras no mesmo ambiente, incluindo ferramentas QR Codes e possibilidades de integração a carteiras digitais.
Somada a essas características, o dinamismo das janelas de pagamento é crucial para reduzir as desistências de compras no ecommerce: links de pagamentos por Pix costumam ter validade de minutos ou horas, enquanto boletos apresentam prazos de vencimento pautados por intervalos de dias ou semanas.
O alto índice de penetração no varejo é outro diferencial: em um cenário no qual mais da metade dos consumidores abandona carrinhos de compra ou pontos de venda caso não encontrem sua modalidade preferencial de pagamento, o Pix é ativamente utilizado por 80% dos brasileiros.
Gargalos operacionais
Mesmo quando conectado a sistemas de gestão financeira, o fluxo dos boletos costuma ser marcado por complexidades administrativas e despesas operacionais ligadas a processos de emissão, envio e conciliação de valores.
Os riscos de desistência (boletos gerados não são necessariamente pagos), por sua vez, estendem esses desafios ao controle do estoque e do fluxo de caixa, impactando diretamente planejamentos comerciais, fiscais e financeiros.
Em contraste a essas características, a infraestrutura do Pix vem abrindo novos caminhos de eficiência e escalabilidade ao facilitar a automatização de processos a custos reduzidos, com integração facilitada aos sistemas de diversos órgãos reguladores, empresas e instituições financeiras.
Segurança by design
Diferentemente dos boletos, a infraestrutura de tecnologia do Pix é baseada em mecanismos mais sofisticados de segurança e rastreabilidade, reduzindo volumes de chargeback e dificultando tentativas de fraudes e golpes contra lojistas e consumidores.
Em constante evolução, a rede de proteção vem sendo reforçada pelo lançamento de soluções como Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), que disponibiliza um sistema de rastreio mais abrangente para as instituições financeiras, facilitando a identificação de contas envolvidas em transações suspeitas.
Pix facilitado
A partir de uma solução que centraliza processos operacionais e dados de clientes em apenas uma plataforma, a Adyen oferece a mais completa infraestrutura para a implantação de pagamentos Pix em grande escala.
Com um portfólio que reúne ferramentas de open finance, cobranças recorrentes e recursos avançados de inteligência artificial, a tecnologia garante que negócios de diversos perfis estejam atualizados com normas regulatórias e ofereçam a melhor experiência aos seus clientes.
Os diferenciais também incluem sistemas de redundância próprios que asseguram a finalização das transações em qualquer cenário de conectividade, resultando na maior pontuação em disponibilidade e estabilidade do mercado, de acordo com os critérios adotados pelo Banco Central.