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Fraude agêntica: como validar transações e identidades sintéticas na nova era dos assistentes virtuais
Relatório da Adyen aponta redefinição de protocolos de verificação e colaboração entre instituições financeiras como fatores cruciais para identificar atividades suspeitas de agentes de inteligência artificial

A popularização dos agentes de IA vem abrindo um novo capítulo nas estratégias antifraude. Em um cenário no qual 46,6% dos consumidores já utilizam algum tipo de assistente virtual para apoiar suas jornadas de compra, a validação das transações passou a incluir análises que vão além dos históricos e dos perfis comportamentais dos clientes.
Em resposta a esse panorama, 57% dos varejistas já implementaram alguma ferramenta de automatização de pagamentos e atendimento — no caso de startups e empresas nativas digitais, o número chega a 73,3%.
Diante da evolução do agentic commerce, o Relatório de Fraudes 2026, da Adyen, sugere uma abordagem de combate à fraude baseada em três pilares:
1 - Qualificação do ecossistema
Monitoramento contínuo para identificar agentes maliciosos ou exploradores de vulnerabilidades, promovendo a eficiência de copilotos de compras legítimos.
2 - Lastro de autonomia
Estabelecer processos rigorosos de verificação para checar se os agentes estão autorizados a agir em nome dos clientes.
3 - Verificação de guardrails
Garantir que o agente opere dentro dos limites estabelecidos pelos usuários — assistentes legítimos podem apresentar comportamentos divergentes devido a estratégias de manipulação.
Estratégia preventiva
Entre os principais impactos gerados por fraudes agênticas, o estudo da Adyen destaca o aumento de exposição a chargebacks, além da facilitação de casos de first-party fraud, como abuso de reembolso e exploração de promoções.
Mais do que fortalecer a segurança no checkout, o enfrentamento desses desafios envolve a incorporação de protocolos e sistemas de controle rigorosos em toda a jornada de compra — e não apenas no momento da finalização da transação.
Para colocar esse planejamento em prática, o relatório destaca três estratégias fundamentais:
1 - Análises sintéticas
As ferramentas antifraude devem se adaptar para reconhecer padrões comportamentais específicos de copilotos de compras. Isso inclui o treinamento de modelos de interação orientados por agentes, a captura de sinais no início da transação e o compartilhamento dos dados processados entre lojistas, redes, emissores e plataformas de IA.
2 - Integração de sistemas
A distinção entre agentes confiáveis e não confiáveis é um dos pontos mais críticos da nova era de prevenção de fraudes. O sucesso desse processo está diretamente ligado à colaboração com redes de pagamento e instituições financeiras, monitorando registros, estruturas de identidade e sinais padronizados de maneira sistêmica.
3 - Autenticação e delegação
Os processos de autenticação tradicionais não foram projetados para o agentic commerce. Em resposta a essa lacuna, é preciso buscar soluções que ofereçam protocolos de autorização baseados em agentes, estabelecendo novos parâmetros de consentimento e automatização — e alinhando políticas de governança com os padrões da indústria e marcos regulatórios.
Escalabilidade e segurança
A revolução do comércio agêntico já começou. A criação de um ambiente que equilibre personalização, segurança e escalabilidade é fundamental para explorar oportunidades nesta nova era de relações entre marcas, agentes e consumidores.
Em meio a esse contexto, a conexão orgânica entre assistentes digitais e plataformas financeiras é fundamental para garantir a fluidez da experiência do cliente.
Para apoiar negócios de diversos segmentos a embarcarem no futuro do varejo, a Adyen oferece uma plataforma completa para incorporar novas ferramentas de IA em jornadas de pagamentos.
A partir de soluções como o Adyen Uplift, liberamos o potencial da inteligência artificial para conectar todas as etapas de funis de vendas e equilibrar os KPIs mais importantes para cada organização, otimizando processos de finalização de compra.