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Como economizar nas taxas de pagamentos pode aumentar custos operacionais (sem você perceber)

Só a busca pela redução de taxas pode não ser suficiente. Veja como aprovação, risco e eficiência operacional determinam o custo total dos pagamentos e o ROI real em grandes empresas.

28 outubro, 2025
 ·  7 minutos

Grandes varejistas e plataformas vivem sob pressão simultânea: margens apertadas, picos sazonais que testam a resiliência da infraestrutura e clientes cada vez menos tolerantes a fricções no checkout. Em meio a esse cenário, a tentação é óbvia: perseguir a menor tarifa. O problema é que essa variável, isoladamente, explica pouco sobre o que realmente corrói resultados. 

O que decide o jogo são os custos que não aparecem na linha da adquirência, mas sim no DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) e no caixa: horas de equipe gastas com retrabalho, recusas injustas que viram receita perdida, disputas que drenam time e imagem, e instabilidades que derrubam conversão.

E os números comprovam isso. Segundo estudo da PYMNTS, 67% das transações no Brasil enfrentam algum tipo de erro de processamento, e 63% dessas falhas estão ligadas a recusas injustas, ou seja, vendas que poderiam ter sido aprovadas, mas foram bloqueadas por sistemas mal calibrados

O impacto é direto no resultado: cada transação perdida representa não só receita que deixa de entrar, mas também investimento desperdiçado em marketing, logística e atendimento. Some a isso o fato de que o abandono de carrinho no e-commerce brasileiro ultrapassa 80% (OneKey Payments, 2025), muitas vezes causado por formulários longos, lentidão ou instabilidade no checkout. Diante desses dados, fica evidente que o custo real dos pagamentos vai muito além da tarifa: ele está nas vendas que não se concretizam.

Para organizações de escala, pequenas ineficiências multiplicam perdas. Um aumento marginal na taxa de autorização, a redução de falsos negativos ou minutos a menos de indisponibilidade geram impacto financeiro maior do que décimos de ponto na tarifa. É por isso que discutir pagamentos sob a ótica de custo total deixou de ser detalhe tático e virou decisão estratégica de competitividade.

A economia aparente que pesa no caixa

Quando um CFO olha a fatura e negocia centésimos na tarifa, a lógica parece sólida. No dia a dia, a conta raramente fecha. 

Os maiores gastos estão espalhados pela operação: integrações redundantes, processos fragmentados, análise manual, disputa e contestação, e a fricção que impede vendas legítimas de serem aprovadas. São custos invisíveis porque não vêm em destaque na fatura, mas aparecem como atraso de fechamento, pressão em equipes, perda de receita e, no limite, piora de experiência do cliente.

Onde o barato sai caro

O preço do retrabalho operacional

A ineficiência operacional é o primeiro vazamento. Times inteiros revisitam relatórios de múltiplos provedores, cruzam dados e tentam chegar a um número único. Há empresas que relatam cerca de 40 horas por mês apenas nessa rotina. É um custo de oportunidade alto: inteligência que deveria estar analisando margem, pricing e expansão fica presa ao passado operacional.

“A gente sofria muito com a questão das reconciliações, para apurar resultados e saldos. (...) Hoje temos uma conciliação muito mais robusta e simples, o que reduziu significativamente o tempo que meu time gastava em tarefas redundantes.”

Marcus Cardoso

CFO, Sympla

Fraudes e seu efeito dominó

Fraude e chargebacks vêm em seguida. Quando as camadas de risco não se falam, a empresa paga duas vezes: na perda direta (reembolsos) e nas penalidades indiretas (programas de monitoramento de bandeiras, taxas, tempo de disputa). Some a isso o desgaste de marca e a sobrecarga de times jurídicos e financeiros.

Quando a taxa de aprovação vira vantagem competitiva

Depois, a performance de aprovação. Modelos menos otimizados e decisões tomadas apenas pelo preço tendem a elevar falsos negativos, transações legítimas recusadas. Cada recusa injusta é receita que não entra. Em grandes operações, alguns pontos percentuais de aprovação equivalem a milhões no ano. A indisponibilidade também cobra seu preço: picos e datas críticas expõem fragilidades e viram perda direta.

“Cada vez mais vemos um mercado com menos fricção, sem a necessidade de inserir tantos dados no checkout. Essa inovação que a Adyen traz influencia a Globo a ser pioneira também.”

Bruno Durão

Coordenador de Pagamentos e Antifraude, Grupo Globo

Adyen Uplift e a visão de custo total

Reduzir custo real exige enxergar pagamentos como um sistema que conecta aprovação, risco, operação e disponibilidade. Tudo começa pela taxa de autorização: ela determina o quanto do seu tráfego vira caixa. A seguir, vem o risco, não apenas a prevenção de fraude, mas a qualidade das disputas, o tempo de resposta e o impacto em programas de bandeiras. 

O Adyen Uplift, a tecnologia de inteligência artificial desenvolvida exclusivamente pela Adyen, equilibra performance, risco e rentabilidade em tempo real. A solução analisa cada transação individualmente, considerando dados históricos, comportamento do consumidor e padrões de risco globais para maximizar a taxa de aprovação sem elevar o custo com fraude. 

Com modelos proprietários treinados sobre bilhões de transações em todo o mundo, o Adyen Uplift identifica falsos negativos, ajusta políticas de risco e otimiza o roteamento de pagamentos de forma dinâmica, garantindo mais receita aprovada, menos disputas e uma operação financeiramente mais econômica e eficiente.

É por isso que os líderes do setor já movem a régua: o Adyen Index indica que 40% das empresas adotam roteamento inteligente para equilibrar custo e aprovação. Quem olha o todo, não só a tarifa, captura eficiência estrutural e resultado de verdade.

Os resultados reais de migrar para uma adquirente mais potente

McDonald's

A Arcos Dorados, operadora do McDonald's no Brasil, enfrentava o desafio de maximizar conversões em múltiplos canais digitais sem comprometer segurança ou eficiência operacional. Cada transação negada representava perda de receita, e processos manuais complexos consumiam horas da equipe. Com a adoção do Adyen Uplift, solução de IA da Adyen, a empresa conseguiu automatizar regras, otimizar o roteamento de pagamentos e reduzir fricções.

Os resultados foram expressivos: +2,6 pontos percentuais na taxa de autorização, redução de 90% na complexidade operacional e taxa de fraude de apenas 0,15%, uma das menores do setor. Além de melhorar a performance de aprovação e reduzir custos de processamento, o McDonald’s passou a operar de forma mais ágil, segura e integrada, convertendo mais transações legítimas e utilizando dados para escalar sua operação digital de maneira confiável.

Estapar

A Estapar, maior empresa de estacionamentos do Brasil, potencializou sua operação ao se tornar parceira da Adyen, alcançando ganhos em velocidade, segurança, estabilidade e tecnologia. Com a plataforma, a empresa conseguiu integrar canais físicos e digitais, automatizar processos, melhorar a experiência do cliente e tomar decisões mais estratégicas com base em dados detalhados. 

Logotipos Adyen e Estapar em fundo dividido

A parceria elevou a taxa de autorização em mais de 2 pontos percentuais, aumentando a conversão e reduzindo perdas por transações inválidas, o que resultou em mais receita e maior eficiência operacional. Assim, a Estapar está preparada para crescer de forma consistente e escalável.

“Além de uma melhora notável da qualidade dos serviços de adquirência que a gente percebe no dia a dia, nós aumentamos em mais de 2 pontos percentuais o nosso índice de aprovação de transações. Isso é receita na veia para o negócio.”

Daniel Soraggi

CFO, Estapar

C&A

No ritmo acelerado do varejo digital, cada pagamento que não é aprovado significa uma venda que se perde e uma oportunidade de engajamento desperdiçada. Para a C&A, que opera com mais de 300 lojas físicas e um e-commerce consolidado, isso representava um desafio estratégico: como garantir que cada transação fluísse sem atrito e ao mesmo tempo reduzir perdas por fraude ou estornos? A solução veio com uma inteligência artificial capaz de monitorar o comportamento de compra, identificar riscos e ajustar regras de pagamento em tempo real, transformando dados globais em decisões locais precisas.

O resultado foi uma operação mais ágil e eficiente: a taxa de aprovação online aumentou 4,7%, gerando R$ 24 milhões em vendas adicionais, enquanto a redução de chargebacks trouxe R$ 1 milhão em economia. Ao automatizar regras e processos antes manuais, a equipe ganhou tempo para análises estratégicas, permitindo que a C&A não apenas protegesse receita, mas também entregasse uma experiência de compra mais fluida e confiável, fortalecendo sua presença em um mercado omnichannel competitivo.

Deixar o legado para trás para ganhar mais no longo prazo

Modelos tradicionais de adquirência podem sofrer com taxas opacas, liquidações lentas e infraestruturas fragmentadas, tornando-se incompatíveis com as necessidades de empresas que buscam crescimento rápido. Consolidar complexidade e tomar decisões guiadas por dados é o primeiro passo para transformar o pagamento em vantagem competitiva.

É aí que entram tecnologias avançadas: roteamento inteligente e modelos adaptativos elevam a autorização sem aumentar o risco; tokenização consistente reduz fricção em pagamentos recorrentes e reengates; e autenticação calibrada protege onde é necessário e libera onde o risco é baixo. Além disso, responsividade em tempo real, com métricas de aprovação por canal e BIN, uptime e latência por ambiente, transforma hipóteses em gestão efetiva.

Investir em uma adquirente com performance superior, mesmo que com tarifa ligeiramente maior, permite reduzir perdas invisíveis, aumentar a conversão e proteger receita de forma consistente. No final, os ganhos em eficiência, estabilidade e performance superam qualquer diferença de custo aparente, tornando o pagamento uma verdadeira alavanca de crescimento e rentabilidade.

Conclusão: o real ROI

Cortar tarifa não é, por si só, redução de custo. Redução de custo é eliminar fricção que barra receita, reduzir perdas e retrabalho que drenam times, e ganhar previsibilidade em picos. Empresas que trocam o foco do “quanto custa a tarifa” para “quanto custa aprovar mal, operar em silo e cair em datas críticas” capturam ganhos persistentes. O retorno aparece no DRE, no fluxo de caixa e na satisfação do cliente. 

Em pagamentos, eficiência não é um desconto momentâneo, é desempenho consistente que sustenta crescimento.

Duas pessoas sentadas em um sofá com caixas em movimento, uma segurando um smartphone com anúncio de móveis.

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