Artigo
Pix: as tendências que estão definindo o futuro do meio de pagamento mais popular entre os brasileiros
Integração a sistemas de crédito e novas soluções de inteligência artificial estão entre aplicações que devem fortalecer o Pix entre empresas e consumidores
Com mais de 170 milhões de usuários ativos, o Pix se tornou o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Apenas em janeiro de 2026, foram mais de 6 bilhões de transações realizadas na modalidade, de acordo com o Banco Central.
Além da agilidade e da redução de custos, a popularização vem sendo impulsionada pelo desenvolvimento contínuo de funcionalidades alinhadas às novas demandas das empresas e dos consumidores, como cobrança por QR Code, pagamentos recorrentes, integração a plataformas de open finance e tecnologias de aproximação conectadas a carteiras digitais.
Entre as atualizações mais recentes, está o novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), que disponibiliza um sistema de rastreio mais abrangente para as instituições financeiras, facilitando a identificação de contas envolvidas em transações suspeitas e bloqueando golpes e fraudes com mais eficiência.
As próximas fronteiras do ecossistema Pix
Em vigor desde o início de fevereiro, o MED 2.0 faz parte de um roadmap que prevê o lançamento de pelo menos cinco novas aplicações e regras de atuação para os próximos dois anos. Veja a seguir quais são elas.
Cobrança híbrida obrigatória: acompanhando um movimento já incorporado por muitas empresas, a medida estabelece a obrigatoriedade da opção de pagamento em Pix por QR Code em boletos digitais.
Pagamento de duplicatas: para agilizar uma das operações de crédito mais acessadas por empresas brasileiras, a iniciativa define que os pagamentos e os recebimentos dos títulos sejam realizados via Pix (em vez de TED).
Split tributário: uma das principais mudanças da Reforma Tributária, o modelo automatiza o recolhimento dos novos impostos (IBS e CBS) no momento da efetivação do Pix, transferindo diretamente os valores ao Fisco após a liquidação financeira.
Pix internacional: evolução da estrutura operacional, dos acordos de colaboração e das políticas regulatórias para utilização do Pix em outros países.
Pix em garantia: possibilidade de utilização de recebíveis futuros via Pix como garantia em processos de negociação de crédito junto a instituições financeiras.
Próximos passos
Paralelamente aos movimentos conduzidos pelo Bacen, outras ferramentas já estão sendo desenvolvidas e exploradas por varejistas e fintechs, ainda sem previsão de regulação oficial.
Em fase experimental, essas tendências vêm abrindo novos caminhos de usabilidade, conveniência, segurança e redução de custos para transações financeiras. As principais inovações incluem:
Pagamentos offline: realização de transações em ambientes sem conexão à internet, utilizando tecnologias como NFC, RFID, Bluetooth e biometria.
Pix parcelado: algumas plataformas e instituições financeiras já oferecem a intermediação do serviço como linha de crédito alternativa. Ainda não existem, no entanto, regras oficiais para operar na modalidade.
Integração com IA: das análises de risco à utilização de assistentes virtuais, a inteligência artificial será cada vez mais decisiva para a criação de experiências de Pix mais fluidas e eficientes.
Infraestrutura completa
A partir de uma solução que centraliza processos operacionais e dados de clientes em apenas uma plataforma, a Adyen oferece a mais completa infraestrutura para a implantação de pagamentos Pix em grande escala.
Com um portfólio que reúne ferramentas de open finance, cobranças recorrentes e recursos avançados de inteligência artificial, nossa tecnologia garante que negócios de diversos perfis estejam atualizados com normas regulatórias e ofereçam a melhor experiência aos seus clientes.
Os diferenciais também incluem sistemas de redundância próprios que asseguram a finalização das transações em qualquer cenário de conectividade, resultando em uma solução que registra a maior pontuação em disponibilidade e estabilidade do mercado, de acordo com os critérios adotados pelo Banco Central.