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Seguradoras com visão de produto: como pagamentos podem acelerar o lançamento de novos modelos e canais
Pagamentos passaram a ser peça estratégica para seguradoras que inovam com modelos digitais, sob demanda e com recorrência automatizada.
A revolução do setor de seguros já começou. Ela é silenciosa, digital e invisível para o cliente. Mas, para as seguradoras, representa uma mudança radical: do produto rígido ao serviço flexível. E, no coração dessa transformação, está o pagamento.
Durante décadas, o mercado de seguros se apoiou em um modelo padronizado: contratos anuais, pagamentos mensais com aviso por e-mail ou boleto, canais de venda limitados e pouca visibilidade para o consumidor sobre o que exatamente estava contratando. O cliente comprava um seguro como quem assinava um contrato jurídico. Mas hoje, ele quer assinar como quem dá “play” no streaming.
Segundo a Pesquisa Global de Consumidores de Seguros da Accenture, em 2021, mais de 70% dos clientes já estariam dispostos a compartilhar dados sobre saúde, exercícios e hábitos de direção em troca de preços personalizados e descontos, refletindo o desejo por experiências sob demanda e ajustadas ao perfil do usuário. Já a Capgemini, no relatório “Top Trends in Property & Casualty Insurance 2025”, mostra que cerca de 73% dos segurados esperam precificação personalizada, associada a modelos como o seguro por uso, que oferecem mais flexibilidade e transparência ao consumidor. Complementando esse cenário, 46% consideram a experiência do cliente um fator decisivo ao escolher uma seguradora — como aponta este artigo da SurveySensum.
Para acompanhar essa mudança de comportamento, seguradoras precisam adotar uma visão de produto — com jornadas modulares, flexíveis e orientadas à experiência do usuário. E é justamente nesse cenário que os pagamentos ganham um papel estratégico: quanto mais fluida e integrada for a experiência de cobrança e repasse, mais rápido se viabiliza o lançamento de novos modelos de seguro e canais digitais de venda.
Seguros agora funcionam como serviços por assinatura
A analogia com o streaming não é exagero. Assim como o Spotify ou a Netflix, o consumidor moderno espera que seu seguro:
Seja acionado automaticamente quando necessário;
Se encaixe perfeitamente na jornada digital que ele já percorre;
Não exija esforço para funcionar.
Essa mudança tem nome: seguro como serviço (Insurance-as-a-Service). O seguro deixa de ser um produto isolado e passa a ser uma funcionalidade embutida em outras experiências. É o caso do seguro de celular oferecido no checkout de um e-commerce, da cobertura contra acidentes ativada quando um cliente entra em um carro de aplicativo, ou da proteção para entregas ativada automaticamente em um marketplace.
E aqui está o ponto: se o modelo de seguro evoluiu, os pagamentos também precisam evoluir.
O novo modelo exige pagamentos invisíveis, instantâneos e sem fricção
Uma seguradora que decide testar seguros por tempo de uso ou cobertura embarcada precisa de uma infraestrutura que:
Identifique o momento certo da cobrança;
Execute o pagamento sem exigir confirmação do usuário;
Evite falhas técnicas, inadimplência ou reemissões manuais.
Ou seja: precisa de um sistema de pagamentos que não atrapalhe o funcionamento da jornada.
Não se trata apenas de processar uma transação, mas de permitir que o seguro se ative, funcione e se encerre como parte orgânica da experiência. Isso só é possível com plataformas modernas, como a da Adyen, que operam pagamentos por evento, com tokenização e cobrança automatizada, sem depender de boletos ou ações do consumidor.
A fricção no pagamento vira inimiga da inovação
Se a cobrança falha, o seguro não fica ativo. Se o cartão expira, o cliente perde a cobertura. Se o checkout não for fluido, a contratação é abandonada. Em um modelo digital, a experiência de pagamento não é uma etapa final, ela é a fundação que sustenta todo o serviço.
A cada inovação no produto (por exemplo, seguros temporários ou microseguros), há um risco de a operação ser comprometida por uma infraestrutura antiquada de cobrança. As seguradoras que mantêm modelos de pagamento fragmentados, manuais ou sem inteligência embutida, acabam criando um gargalo operacional para a própria transformação digital.
Pagamentos passaram de backoffice a diferencial competitivo
A ideia de que pagamentos são uma área secundária ou apenas um custo operacional já não se sustenta. Hoje, a forma como uma seguradora estrutura sua cobrança influencia diretamente:
A taxa de adesão (um checkout com atrito reduz conversões);
A retenção (recorrências que falham geram churn involuntário);
A margem de lucro (sistemas ineficientes aumentam o custo de operação);
A capacidade de escalar novos modelos (infraestrutura fragmentada trava o crescimento).
Segundo o Adyen Index 2025, mais de 40% das empresas gastam até 40 horas por mês apenas conciliando transações em sistemas diferentes. Isso não é sustentável, especialmente para seguradoras que operam com margens apertadas em produtos de baixo valor unitário, como microseguros.
Caso Youse: recorrência inteligente e redução de churn
A Youse, insurtech do grupo Caixa Seguradora, é um exemplo de como os pagamentos podem ser aliados estratégicos. A empresa opera com jornadas 100% digitais e usa a Adyen para integrar cobrança recorrente, antifraude e checkout em uma única plataforma.
Com isso, reduz falhas de pagamento, melhora a retenção e garante uma experiência contínua ao cliente. O seguro “simplesmente funciona”, como um bom serviço de assinatura deve ser.
Dados de pagamento viram inteligência de negócio
Outro ponto negligenciado por muitas seguradoras tradicionais é o valor dos dados de pagamento. Quando a operação é centralizada em uma plataforma unificada, torna-se possível:
Detectar padrões de comportamento e risco com maior precisão;
Identificar momentos ideais para ofertas personalizadas;
Criar produtos adaptados ao perfil de consumo de cada cliente;
Integrar a jornada do pagamento com os dados de sinistro, atendimento e engajamento.
Esses dados são ativos valiosos para desenvolver modelos de risco dinâmicos, baseados em comportamento real, não apenas em estatísticas históricas.
O consumidor está em todos os canais e o pagamento também precisa estar
Hoje, o seguro pode ser contratado em um app, por um QR Code na embalagem, por voz no call center, ou num terminal físico. O cliente quer flexibilidade e espera poder pagar com Pix, carteiras digitais, cartões ou qualquer outro método de preferência. Mais do que isso, ele espera coerência entre canais.
A Adyen permite que seguradoras integrem todos esses pontos de contato em uma única operação de pagamentos. Isso garante:
Uma visão consolidada da jornada;
Maior controle sobre taxas de aprovação;
E a possibilidade de operar modelos omnichannel de forma eficiente.
Segurança não pode ser um impeditivo da experiência
Muitos modelos tradicionais tentam reduzir riscos elevando barreiras: autenticação excessiva, validações repetitivas, etapas redundantes. Mas no ambiente digital, isso mata a conversão.
A abordagem da Adyen equilibra performance e segurança com:
Machine learning antifraude que aprende com o comportamento do cliente;
Autenticação adaptativa via 3DS2;
Roteamento inteligente que otimiza taxas de aprovação sem abrir mão de controle de risco.
O resultado? Mais conversão, menos fraude e maior confiança, tanto da seguradora quanto do segurado.
Escalar novos produtos e canais exige tecnologia preparada
Se uma seguradora deseja lançar um produto digital e expandi-lo rapidamente para novos estados, países ou canais parceiros, ela precisa de uma infraestrutura que acompanhe essa ambição. Isso inclui:
Compliance local em diferentes geografias;
Operação centralizada com visibilidade global;
Adaptação a métodos de pagamento regionais;
Capacidade de escalar sem criar novas frentes operacionais a cada entrada de mercado.
É isso que plataformas como a Adyen oferecem: a base tecnológica que permite inovar com agilidade, operar com segurança e escalar com eficiência.
O futuro dos seguros é invisível e os pagamentos também
Se há uma lição a tirar dessa transformação é que o seguro do futuro será quase imperceptível ao consumidor. Ele estará embutido na jornada, acionado por comportamento e desativado quando não for mais necessário. Mas, para que isso aconteça, o pagamento também precisa desaparecer, ou melhor, se integrar perfeitamente.
Para as seguradoras que ainda resistem a essa nova forma de operar, a pergunta não é “se” vão mudar. É quando e a que custo.