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Pix: a infraestrutura que redefiniu os pagamentos no Brasil

Descubra como o Pix revolucionou os pagamentos no Brasil: da liquidação instantânea ao Pix Automático, seu impacto no varejo, e-commerce e estratégias de negócio.

25 julho, 2025
 ·  8 minutos

Desde o seu lançamento em novembro de 2020, o Pix deixou de ser uma simples alternativa de pagamento digital para se tornar a espinha dorsal das transações financeiras no Brasil. Criado pelo Banco Central, esse sistema de pagamentos instantâneos redefiniu a relação entre consumidores, empresas e o dinheiro. A velocidade com que o Pix foi adotado é impressionante e seu impacto vai muito além da conveniência: ele remodelou fluxos de caixa, hábitos de consumo, estratégias de cobrança e até o combate à fraude.

Neste artigo, exploramos o papel do Pix como catalisador de transformação no varejo e mostramos por que ele se tornou uma ferramenta estratégica para os negócios.

Adoção em massa e transformação cultural

O Pix passou por uma trajetória de crescimento vertiginoso. Nos primeiros dois anos, sua adoção já ultrapassava as projeções iniciais: um estudo da Bain & Company indicava que, até 2022, cerca de 28% das transações no varejo seriam feitas por Pix, superando dinheiro e cartões como métodos preferenciais, especialmente entre os consumidores mais jovens (Consumidor Moderno).

Com o tempo, essa tendência só se intensificou. Em 2023, o Pix processou 41,9 bilhões de transações. No ano seguinte, esse número saltou para 63,8 bilhões — um crescimento de 52%, segundo levantamento da FEBRABAN, que também confirmou o Pix como o meio de pagamento mais usado do Brasil, à frente de cartões de crédito, débito, boleto, TED, pré-pago e até cheques, que juntos totalizaram 50,8 bilhões de operações (FEBRABAN).

Em junho de 2025, o Banco Central registrou um novo marco histórico: o Pix bateu o recorde de 276,7 milhões de transações em um único dia — movimentando R$ 135,6 bilhões. Hoje, o sistema já representa a maioria das transações financeiras no país, consolidando-se não apenas como uma solução rápida e gratuita, mas como uma infraestrutura central na vida financeira da população (Agência Brasil).

Paralelamente, o uso de dinheiro físico despencou. O InfoMoney estima uma queda de quase 50% na circulação de cédulas desde a criação do Pix — um reflexo claro da digitalização do comportamento de consumo (InfoMoney).

O impacto para os negócios: eficiência, liquidez e fidelização

A principal vantagem do Pix para empresas está na liquidação instantânea. O valor pago entra na conta do recebedor em segundos, mesmo fora do horário bancário e sem necessidade de intermediários. Isso melhora o fluxo de caixa, reduz a inadimplência e elimina a espera por compensação de boletos ou cartões.

Segundo o relatório Relatório de Varejo 2024 da Adyen, 38% dos varejistas já adotavam métodos de pagamento locais como o Pix para reduzir custos de operação e transação, um número que em 2025 já foi superado.

Além da agilidade, o Pix também proporciona:

  • Economia com tarifas bancárias e maquininhas;

  • Agilidade em reembolsos e devoluções;

  • Conciliação mais simples e em tempo real;

  • Aplicação em todos os canais de venda, do e-commerce ao PDV.

Pix no e-commerce e no varejo físico: fluidez na jornada de compra

Com a digitalização acelerada, o Pix encontrou terreno fértil para crescer no comércio eletrônico. Segundo varejistas, ele pode representar até metade dos pagamentos de e-commerces no Brasil, a depender do perfil médio do consumidor. Isso acontece porque o Pix elimina etapas no checkout e evita abandono de carrinho, um problema que afeta até 70% das compras online.

No ponto de venda físico, a popularização do pagamento via QR Code ou aproximação (NFC) pelo Pix tem transformado a experiência no caixa. O pagamento é rápido, sem contato e, quando integrado a soluções como as da Adyen, permite conciliação automatizada e relatórios unificados.

Pix Automático: menos custos, mais controle

A nova funcionalidade do Banco Central, o Pix Automático, lançado no dia 16 de junho de 2025, permite que consumidores autorizem cobranças recorrentes diretamente em sua conta, sem precisar de cartão de crédito ou débito automático. Ideal para serviços de assinatura, academias, mensalidades escolares, contas de luz, condomínio e muito mais.

De acordo com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o Pix Automático ajudará a reduzir o custo financeiro de empresas e dará mais controle ao consumidor (O Globo). A adesão será gradual, e empresas precisarão estar devidamente cadastradas para oferecer a função.

Para negócios com receita recorrente, trata-se de uma virada de chave. A Adyen está pronta para suportar o Pix Automático desde o primeiro dia de lançamento, integrando-o ao portfólio unificado de soluções.

Segurança e escalabilidade: pilares para a confiança

Com o crescimento do Pix, também aumentaram as tentativas de fraudes, especialmente via engenharia social. Para enfrentar esse desafio, o Banco Central e instituições como a Adyen reforçaram políticas de limite noturno, autenticação reforçada e monitoramento em tempo real.

A Adyen, por exemplo, oferece detecção de fraudes baseada em machine learning, combinada com o sistema de gestão de risco. Além disso, sua infraestrutura global garante performance mesmo em datas críticas como Black Friday. A plataforma possui score A1 no ecossistema Pix, o mais alto nível de conformidade atribuído pelo Banco Central.

O futuro do Pix

O Pix ainda está longe de atingir seu teto. A seguir, algumas funcionalidades previstas para os próximos ciclos:

  • Pix Parcelado (em desenvolvimento): permitirá que o cliente parcele pagamentos via Pix, com liquidez imediata para o recebedor;

  • Pix Internacional: permitirá transferências transfronteiriças com menor custo e maior agilidade (Cora)

  • Pix por Aproximação: já disponível via carteiras digitais, como Google Pay, e em expansão;

  • Identidade digital: o Pix poderá ser usado para autenticação segura de identidade no login e acesso a serviços digitais (G1).

O Pix como diferencial estratégico para empresas

Ao incorporar o Pix à jornada do cliente de forma inteligente e integrada, o varejo não apenas oferece mais opções de pagamento, ele transforma uma etapa operacional em vantagem competitiva.

Na Adyen, o Pix é tratado como parte de uma estratégia maior: melhorar performance de aprovação, reduzir custos, centralizar dados e criar experiências sem fricção. Tudo isso dentro de uma plataforma única, com suporte a múltiplos métodos de pagamento, relatórios em tempo real, conciliação automatizada e proteção contra fraudes.

Empresas que adotam o Pix com visão estratégica colhem os frutos em forma de:

  • mais conversões;

  • menores custos operacionais;

  • clientes mais satisfeitos e fiéis.

Duas pessoas sentadas em um sofá com caixas em movimento, uma segurando um smartphone com anúncio de móveis.

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