Como potencializar pagamentos por assinatura

Qual o melhor momento para empresas de assinatura cobrarem seus clientes? Como diminuir o churn involuntário? Uma estratégia de pagamentos baseada em tratamento de dados é a resposta

O mercado de assinaturas faturou aproximadamente R$ 700 milhões no ano passado e seu potencial de crescimento não mostra sinais de desaceleração. Desde 2012, as vendas dos negócios por assinatura e pagamentos recorrentes crescem nove vezes mais rápido que as companhias listadas no índice S&P 500 e popularizou o termo Economia de Assinaturas.

As empresas deste mercado se baseiam na entrega de comodidade e novas experiências para seus clientes; muitas delas também prestam serviços de curadoria ou são facilitadoras de tarefas do dia-a-dia. As possibilidades são tantas que assistimos uma revolução no varejo tradicional, pela criação de novos comportamentos e formas de consumo.

O sucesso deste modelo de negócio está intimamente ligado à capacidade da empresa em receber pagamentos de seus clientes, por isso, é preciso mais do que definir uma data mensal de cobrança. Uma estratégia baseada no tratamento inteligente de dados pode entregar insights sobre o melhor momento para enviar uma solicitação.

Estudo da Adyen mostra que fatores como região, dia do mês, hora do dia e até o tipo de cartão impactam significativamente as taxas de sucesso das transações. Isso prova que estratégias de cobrança que usam dados de forma inteligente geram aumento de receita e evitam o temido churn involuntário - quando o cliente tem sua assinatura cancelada sem optar por isso

O estudo aponta ainda que, para cartões brasileiros, o melhor momento de cobranças é no intervalo entre os dias 14 e 23 do mês, sendo o dia 16 o mais seguro. A pesquisa da Adyen revela também que o melhor horário para cobranças é às 8h, e que as menores taxas de êxito ocorrem durante a madrugada e o início da manhã, especialmente entre 4h e 6h. Isso ocorre, entre outros motivos, porque alguns bancos empregam sistemas de risco mais rigorosos durante o período noturno.

Retentativas

Outro pilar da estratégia de cobrança que pode ser otimizado com o uso de dados é a retentativa automática, empregada para recuperar transações não aprovadas. Números globais da Adyen mostram que, se o código de erro for de falha técnica, a melhor saída é retentar de imediato, com taxas de êxito acima de 70% nas primeiras duas tentativas e abaixo de 20% a partir da terceira.

Por outro lado,  se uma transação falha devido a razões não técnicas, como saldo insuficiente, a melhor estratégia é tentar em intervalos maiores após a data em que os assinantes recebem seus salários, de acordo com a média de mercado dos ciclos de pagamento. Feita de maneira inteligente, a retentativa pode ser mais precisa uma vez que o uso excessivo desse recurso pode impactar de maneira negativa as taxas de autorização.

De olho na nova demanda dos consumidores digitais, a Adyen lança este estudo para que sua empresa ofereça também a melhor experiência de pagamentos aos seus assinantes, aumentando a satisfação e fidelização do cliente - fatores-chave para o sucesso do negócio por assinatura.