Como funciona o fluxo de pagamentos online? Nós explicamos.

O que acontece entre o cliente clicar em "Pagar agora" e o dinheiro chegar ao comerciante? Nós recorremos a nossos especialistas em pagamentos online para te explicar tudo, tim-tim por tim-tim.

Você provavelmente já comprou online alguma vez, seja pelo ecommerce ou pelo app no celular. Mas você sabe o que acontece naqueles 2 segundos entre você clicar em "Confirmar compra" e a tela de "Pagamento confirmado" aparecer?

Se você não conhece a resposta para essa pergunta, não se aflija - mesmo quem trabalha com vendas online muitas vezes não sabe respondê-la.

Por isso, pedimos a nossos especialistas para nos dar uma explicação bem detalhada e didática, para ajudar todo mundo entender o processo de pagamento online.

Antes de tudo, é importante que você saiba que o fluxo é composto por quatro etapas: pré-autorização, gerenciamento de risco, captura e liquidação.

Pode parecer complexo, mas não é. Siga com a gente para tirar todas as suas dúvidas.

Etapa 1: Pré-autorização

Vamos imaginar que a Ana acabou de apertar o botão "Confirmar compra" para adquirir uma televisão em um ecommerce chamado Televisão SA.

Começa aí a etapa de pré-autorização. Nela, o ecommerce "reserva" o valor da televisão no cartão de crédito da Ana.

No passo a passo, funciona assim:

Gateway

Quando a Ana clica em "Confirmar compra", o ecommerce reúne as informações sobre a transação, incluindo valor e dados de pagamento, e passa tudo ao gateway.

A função do gateway é criptografar essas informações e encaminhá-las para frente, conectando o ecommerce a seu adquirente.

Adquirente

Então o adquirente entra em ação. O seu papel é fazer com que o dinheiro do comprador chegue ao ecommerce, liquidando a transação (mas isso só acontece mais para frente).

Antes disso, o adquirente precisa acionar mais um elo importante da cadeia: as bandeiras de cartão de crédito.

Bandeiras de cartão

As bandeiras de cartão, como Visa e Mastercard, são um elemento importante da cadeia de pagamentos.

Elas exercem um papel regulatório no setor, estabelecendo regras para as transações em si, como número de parcelamentos, e também no quesito de segurança.

Tanto a Visa quanto a Mastercard têm seus próprios programas de fraude e chargeback, com o intuito de incentivar empresas a investirem em segurança e gerenciamento de risco.

Empresas que sejam negligentes e ultrapassem os limites de fraude e chargeback permitidos podem ser penalizadas por prejudicar o ecossistema de pagamentos online como um todo.

Mas, voltando à transação: a bandeira do cartão da Ana recebe todos os dados encaminhados pelo adquirente, e então procura o banco emissor do cartão para saber se a transação pode ou não ser autorizada.

Banco emissor do cartão

Quando essas informações chegam ao banco emissor, cabe a ele verificar se os dados estão corretos, se o cartão em questão não foi roubado, e se o comprador tem limite e o saldo suficientes.

Com base em todas essas informações, o banco decide se a transação deve ser autorizada ou não, e informa a conclusão ao resto da cadeia.

Vamos supor que a compra da Ana foi aprovada. É neste momento que ela vê em sua tela do computador a mensagem "Pagamento confirmado". Ou seja, tudo o que acabamos de descrever acontece em apenas 2 segundos.

Etapa 2: Gerenciamento de risco

Com o OK do banco e o dinheiro já pré-reservado na conta da Ana, chega a hora do ecommerce Televisões SA decidir se quer ou não vender a televisão para ela considerando o risco de aquela transação ser uma fraude.

Para avaliar melhor as circunstâncias, o ecommerce envia os dados da transação a seu parceiro de gerenciamento de risco, que vai analisar e cruzar as informações para dar seu aval.

No caso da solução da Adyen, a ferramenta RevenueProtect usa machine learning para dar um número de 0 a 100 a cada transação (sendo 0 nenhum risco de fraude, e 100 certeza de fraude).

Por isso, transações pontuadas como 100 são automaticamente barradas nesse estágio. Mas, como a Ana realmente é quem diz ser, a pontuação da transação foi baixa e o processo seguiu adiante.

Etapa 3: Captura

Após a confirmação de que se trata de uma compra legítima e de que a Ana realmente tem aquele dinheiro, todo o ciclo anterior se repete. Contudo, o intuito não é mais "reservar" o valor na conta da Ana, e sim capturá-lo.

Por isso, mais uma vez o ecommerce passa para frente a informação de que quer realizar a venda, envolvendo gateway, adquirente, bandeira e banco novamente.

Etapa 4: Liquidação

Mas apesar de a transação parecer concluída, ainda falta um passo importante para finalizar o processo: fazer com que o dinheiro saia da conta da Ana e chegue até o ecommerce.

O tempo que esse processo toma para acontecer depende do método de pagamento escolhido: no débito, a liquidação acontece já no dia seguinte.

Com o crédito, o tempo estabelecido pelo Banco Central é de 30 dias para pagamentos à vista. No caso de transações parceladas, o tempo é de 30 dias para cada parcela.

Nesta etapa, o processo já é automatizado: o banco transfere o valor para a bandeira, já descontando a sua taxa, e a bandeira então repassa o total restante ao adquirente.

Então, chega a vez de o adquirente cobrar as suas taxas e enviar o valor final para o ecommerce. Todo o processo é monitorado pelo Banco Central.

Por que tanta fragmentação?

Depois de ler toda essa explicação, você pode estar se perguntando: por que esse processo tem tantas etapas?

Para entender isso, é preciso se lembrar de que todo esse ecossistema foi criado sobre uma tecnologia muito robusta entre as décadas de 70 e 80. Isso quer dizer que, apesar de serem extremamente seguros, os sistemas são também muito inflexíveis.

Por isso, com o surgimento do pagamento online na década de 90, em vez de se recriar todo o sistema de pagamentos, o jeito foi criar "puxadinhos" para fazer as coisas funcionarem.

Vantagens de uma plataforma unificada

Há, contudo, empresas mais novas que viram oportunidades nessa colcha de retalhos.

A Adyen, por exemplo, foi criada com a missão de simplificar esse processo de pagamentos unificando tudo em uma só plataforma.

Isso quer dizer que em vez de ser só gateway, ou operar exclusivamente como adquirente, ou ter serviços de gerenciamento de risco, nós optamos por fazer os três.

As vantagens de ter uma plataforma ponta a ponta são muitas, mas a principal delas é a melhoria de performance.

Isso porque a plataforma única reúne todas as informações sobre os compradores e transações. Assim fica mais fácil passar uma visão mais completa para os bancos dos pagamentos e conseguir taxas de aprovação maiores.

Ter o cenário completo e o histórico de compra dos consumidores em mãos também ajuda na gestão de risco, resultando em menos transações legítimas bloqueadas, menos chargeback e em aumento de receita.

Além disso, ter um só parceiro cuidando de todo fluxo garante mais estabilidade ao processamento de transações, evitando que comerciantes percam vendas por problemas no sistema.

Por fim, existe também a praticidade de contar com apenas um parceiro. Isso quer dizer que todas as informações, relatórios e insights ficam em um único lugar, e o processo de conciliação se torna muito mais fácil.

E mais: se houver algum problema, você sabe para quem ligar, e tem certeza de que não vai precisar lidar com aquela batata quente de um provedor jogando a responsabilidade para o outro.

Quer saber mais sobre nossa solução para ecommerces? Visite nossa página de pagamentos online. E se quiser tirar dúvidas, não deixe de entrar em contato com a gente.


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